Prazo médio de pagamento a fornecedores: como calcular e melhorar o indicador?

O prazo negociado com fornecedores influencia diretamente a gestão de caixa de uma empresa.

Quanto mais cedo uma companhia precisa desembolsar recursos para pagar suas compras, maior pode ser a pressão sobre o capital de giro. Por outro lado, simplesmente aumentar os prazos de pagamento pode transferir essa pressão para os fornecedores e comprometer a saúde financeira da cadeia.

É nesse equilíbrio que o prazo médio de pagamento a fornecedores se torna um indicador relevante para a gestão financeira.

Entender como ele funciona permite avaliar não apenas quando a empresa está pagando, mas também como sua política de pagamentos contribui para a eficiência do capital de giro.

O que é prazo médio de pagamento a fornecedores?

O Prazo Médio de Pagamento (PMP) representa, de maneira simplificada, o tempo médio que uma empresa leva para pagar seus fornecedores.

O indicador ajuda a entender por quanto tempo os recursos permanecem disponíveis no caixa entre a aquisição de produtos ou serviços e o efetivo pagamento.

Uma empresa que compra com prazo médio de 60 dias, por exemplo, possui mais tempo entre a compra e o desembolso do que outra que realiza seus pagamentos, em média, em 30 dias.

Essa diferença pode ter impacto relevante sobre o capital de giro, especialmente em companhias com grandes volumes de compras.

Como calcular o prazo médio de pagamento?

Uma das formas de calcular o indicador é relacionar o saldo médio de fornecedores às compras realizadas no período:

PMP = (Saldo médio de fornecedores ÷ Compras no período) × número de dias do período

Imagine uma empresa com:

  • saldo médio de fornecedores de R$ 20 milhões;
  • R$ 120 milhões em compras durante o ano.

Nesse exemplo:

PMP = (20 ÷ 120) × 365

O prazo médio de pagamento seria de aproximadamente 61 dias.

É importante manter consistência na metodologia e nos períodos utilizados para que o indicador possa ser comparado ao longo do tempo.

Por que acompanhar o prazo médio de pagamento?

O PMP está diretamente relacionado à administração do capital de giro.

Quando uma empresa consegue alinhar melhor seus prazos de pagamento ao ciclo operacional, reduz a necessidade de utilizar recursos próprios ou recorrer a outras fontes de financiamento para cobrir o intervalo entre pagamentos e recebimentos.

Mas o indicador não deve ser analisado isoladamente.

Um prazo maior pode ser positivo para o caixa da empresa compradora, mas precisa ser sustentável também para os fornecedores.

Caso contrário, a companhia pode melhorar seu próprio capital de giro enquanto aumenta a necessidade de financiamento de sua cadeia.

Aumentar o prazo de pagamento é sempre positivo?

Não necessariamente.

Imagine que uma grande empresa passe a negociar de 30 para 60 dias com seus fornecedores.

Para a compradora, esses 30 dias adicionais representam mais tempo com recursos disponíveis no caixa.

Para o fornecedor, entretanto, representam outros 30 dias entre a entrega e o recebimento.

Dependendo de sua estrutura financeira, ele poderá precisar buscar crédito ou antecipar recebíveis para financiar esse período.

Por isso, uma política eficiente de pagamentos precisa considerar os dois lados da relação.

O objetivo não deveria ser simplesmente pagar mais tarde, mas encontrar uma estrutura que permita à empresa melhorar seu capital de giro sem comprometer a liquidez de seus parceiros comerciais.

Como melhorar o prazo médio de pagamento a fornecedores?

Existem diferentes caminhos.

O primeiro é conhecer a própria base. Fornecedores possuem portes, margens, necessidades de caixa e poder de negociação diferentes. Avaliar os prazos praticados por categoria ajuda a identificar oportunidades e distorções.

Também é importante analisar o PMP em conjunto com outros indicadores do ciclo financeiro, principalmente os prazos de estoque e recebimento.

Outra possibilidade é rever condições comerciais e processos internos. Atrasos em aprovações, divergências de notas fiscais e fluxos pouco eficientes podem gerar pagamentos fora das condições originalmente negociadas.

Existe, ainda, uma alternativa que permite trabalhar o prazo da empresa compradora sem necessariamente fazer o fornecedor esperar mais para receber: o Supplier Finance.

Como o Supplier Finance pode ajudar?

Em uma operação de Supplier Finance, também conhecida no mercado como Risco Sacado, a empresa compradora cria condições para que seus fornecedores possam antecipar os valores que têm a receber.

Na prática, isso permite separar dois momentos:

quando a empresa paga e quando o fornecedor recebe.

Um fornecedor com uma fatura prevista para pagamento em 60 dias, por exemplo, pode optar por antecipar aquele recebível. A empresa compradora mantém o vencimento acordado, enquanto o fornecedor acessa os recursos antecipadamente.

Como a operação considera a qualidade de crédito da empresa compradora, o fornecedor pode encontrar condições mais competitivas do que encontraria individualmente em outras alternativas de antecipação.

O resultado é uma estrutura que pode beneficiar os dois lados: a empresa ganha espaço para administrar seu capital de giro e o fornecedor ganha uma alternativa de liquidez.

Prazo saudável é aquele que funciona para toda a cadeia

Melhorar o prazo médio de pagamento não significa simplesmente postergar desembolsos.

Uma estratégia sustentável considera o impacto financeiro da decisão sobre toda a cadeia de fornecimento.

Quando a empresa consegue combinar uma gestão eficiente dos próprios prazos com alternativas de liquidez para seus fornecedores, o PMP deixa de ser apenas um indicador financeiro e passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla de gestão do capital de giro e relacionamento com a cadeia.

Com o Supplier Finance Líber, empresas podem estruturar programas de antecipação para seus fornecedores, conectando a cadeia a diferentes fontes de funding e oferecendo mais flexibilidade para a gestão dos recebíveis.

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