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A Duplicata Escritural muda a forma como os recebíveis de vendas e prestações de serviços a prazo são emitidos, acompanhados e negociados no Brasil. E seus impactos não ficam restritos às empresas que têm valores a receber.
Para o pagador, a nova infraestrutura também traz mudanças importantes. A empresa passa a participar de um ambiente em que as informações das duplicatas emitidas contra ela, suas manifestações e eventuais alterações de titularidade são registradas eletronicamente.
Na prática, isso exige atenção principalmente das áreas de contas a pagar, financeiro e tesouraria.
O pagador, denominado sacado na legislação, é a empresa que adquiriu um produto ou serviço a prazo e possui a obrigação de realizar o pagamento.
Do outro lado está o fornecedor, que realizou a venda ou prestou o serviço e possui o valor a receber.
Com a Duplicata Escritural, essa relação passa a contar com uma infraestrutura eletrônica que registra informações e eventos relacionados ao título ao longo de seu ciclo.
Para entender desde a origem do título até seu pagamento, confira também nosso guia completo sobre o que é Duplicata Escritural e como ela funciona.
Imagine uma empresa que compra de centenas de fornecedores todos os meses.
Cada operação pode gerar documentos fiscais e, a partir deles, duplicatas emitidas contra o CNPJ da companhia. Além disso, esses recebíveis podem ser negociados pelos fornecedores antes do vencimento.
Isso significa que o acompanhamento das informações relacionadas às duplicatas passa a ter ainda mais importância.
O pagador precisa ter visibilidade sobre os títulos emitidos contra a empresa, acompanhar aqueles que exigem alguma ação e identificar corretamente as informações necessárias para realizar o pagamento.
Quanto maior a quantidade de fornecedores e títulos, maior tende a ser a necessidade de processos estruturados para administrar esse fluxo.

A Duplicata Escritural adiciona novos eventos à rotina financeira.
Além das atividades tradicionais de conferência e pagamento, a empresa precisa acompanhar informações relacionadas aos títulos emitidos contra ela.
Entre elas estão:
O desafio não está apenas em acessar essas informações, mas em incorporá-las ao processo de contas a pagar de maneira eficiente.
Sem uma gestão estruturada, o aumento no número de informações e eventos pode gerar mais consultas, conciliações e atividades operacionais para o financeiro.
A nova infraestrutura permite que o pagador tenha acesso às informações relacionadas às duplicatas emitidas contra ele e realize as manifestações previstas para cada situação.
Entre elas estão o aceite ou a recusa do título, quando aplicáveis.
Isso torna importante definir internamente quem será responsável por analisar essas informações e como as manifestações serão incorporadas ao processo financeiro.
Não se trata apenas de uma mudança tecnológica. Processos, responsabilidades e sistemas precisam estar preparados para trabalhar com esse novo fluxo de informações.
Um fornecedor pode utilizar uma duplicata como ativo em uma operação de crédito antes de seu vencimento.
Quando isso acontece, o direito de receber aquele valor pode ser transferido para outro participante do mercado.
A infraestrutura da Duplicata Escritural permite registrar informações relacionadas à titularidade e à negociação do recebível.
Para o pagador, isso aumenta a importância de saber quem é o legítimo credor no momento da liquidação.
É justamente essa rastreabilidade que contribui para trazer mais segurança às operações envolvendo recebíveis.
A preparação começa pela compreensão do processo atual.
Vale avaliar alguns pontos:
Mapeie os fluxos. Entenda como documentos fiscais, aprovações, fornecedores e pagamentos circulam hoje pela empresa.
Defina responsabilidades. Determine quem acompanhará os títulos e realizará as manifestações necessárias.
Avalie os sistemas. Identifique como as informações das Duplicatas Escriturais serão incorporadas às ferramentas utilizadas pelo financeiro.
Evite informações fragmentadas. Quanto maior o volume de fornecedores, mais importante será centralizar a consulta e a gestão dos títulos.
Prepare a operação antecipadamente. Adaptar processos antes que o novo fluxo esteja incorporado à rotina reduz o risco de mudanças críticas em cima da hora.
A Líber está integrada à CERC, B3 e Núclea e permite que empresas centralizem a gestão das Duplicatas Escriturais em um único ambiente.
Para o pagador, isso significa acompanhar os títulos emitidos contra a empresa, visualizar aqueles que precisam de manifestação e reunir informações importantes para a rotina do contas a pagar.
Em vez de adicionar mais complexidade ao financeiro, a centralização permite incorporar a nova infraestrutura a um processo mais organizado de gestão.
E a adequação à Duplicata Escritural pela Líber não possui custo adicional.
Fale com nossos especialistas e entenda como preparar seu contas a pagar para a Duplicata Escritural.
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