Duplicata Escritural para o pagador: o que muda? | Líber

A Duplicata Escritural muda a forma como os recebíveis de vendas e prestações de serviços a prazo são emitidos, acompanhados e negociados no Brasil. E seus impactos não ficam restritos às empresas que têm valores a receber.

Para o pagador, a nova infraestrutura também traz mudanças importantes. A empresa passa a participar de um ambiente em que as informações das duplicatas emitidas contra ela, suas manifestações e eventuais alterações de titularidade são registradas eletronicamente.

Na prática, isso exige atenção principalmente das áreas de contas a pagar, financeiro e tesouraria.

Quem é o pagador na Duplicata Escritural?

O pagador, denominado sacado na legislação, é a empresa que adquiriu um produto ou serviço a prazo e possui a obrigação de realizar o pagamento.

Do outro lado está o fornecedor, que realizou a venda ou prestou o serviço e possui o valor a receber.

Com a Duplicata Escritural, essa relação passa a contar com uma infraestrutura eletrônica que registra informações e eventos relacionados ao título ao longo de seu ciclo.

Para entender desde a origem do título até seu pagamento, confira também nosso guia completo sobre o que é Duplicata Escritural e como ela funciona.

Por que a Duplicata Escritural impacta quem paga?

Imagine uma empresa que compra de centenas de fornecedores todos os meses.

Cada operação pode gerar documentos fiscais e, a partir deles, duplicatas emitidas contra o CNPJ da companhia. Além disso, esses recebíveis podem ser negociados pelos fornecedores antes do vencimento.

Isso significa que o acompanhamento das informações relacionadas às duplicatas passa a ter ainda mais importância.

O pagador precisa ter visibilidade sobre os títulos emitidos contra a empresa, acompanhar aqueles que exigem alguma ação e identificar corretamente as informações necessárias para realizar o pagamento.

Quanto maior a quantidade de fornecedores e títulos, maior tende a ser a necessidade de processos estruturados para administrar esse fluxo.

O que muda na rotina do contas a pagar?

A Duplicata Escritural adiciona novos eventos à rotina financeira.

Além das atividades tradicionais de conferência e pagamento, a empresa precisa acompanhar informações relacionadas aos títulos emitidos contra ela.

Entre elas estão:

  • duplicatas emitidas contra o CNPJ;
  • títulos que precisam de manifestação;
  • informações de aceite ou recusa;
  • alterações na titularidade do recebível;
  • informações necessárias para a liquidação;
  • identificação do legítimo credor.

O desafio não está apenas em acessar essas informações, mas em incorporá-las ao processo de contas a pagar de maneira eficiente.

Sem uma gestão estruturada, o aumento no número de informações e eventos pode gerar mais consultas, conciliações e atividades operacionais para o financeiro.

Como funcionam as manifestações do pagador?

A nova infraestrutura permite que o pagador tenha acesso às informações relacionadas às duplicatas emitidas contra ele e realize as manifestações previstas para cada situação.

Entre elas estão o aceite ou a recusa do título, quando aplicáveis.

Isso torna importante definir internamente quem será responsável por analisar essas informações e como as manifestações serão incorporadas ao processo financeiro.

Não se trata apenas de uma mudança tecnológica. Processos, responsabilidades e sistemas precisam estar preparados para trabalhar com esse novo fluxo de informações.

E quando o fornecedor negocia a duplicata?

Um fornecedor pode utilizar uma duplicata como ativo em uma operação de crédito antes de seu vencimento.

Quando isso acontece, o direito de receber aquele valor pode ser transferido para outro participante do mercado.

A infraestrutura da Duplicata Escritural permite registrar informações relacionadas à titularidade e à negociação do recebível.

Para o pagador, isso aumenta a importância de saber quem é o legítimo credor no momento da liquidação.

É justamente essa rastreabilidade que contribui para trazer mais segurança às operações envolvendo recebíveis.

Como preparar o contas a pagar para a Duplicata Escritural?

A preparação começa pela compreensão do processo atual.

Vale avaliar alguns pontos:

Mapeie os fluxos. Entenda como documentos fiscais, aprovações, fornecedores e pagamentos circulam hoje pela empresa.

Defina responsabilidades. Determine quem acompanhará os títulos e realizará as manifestações necessárias.

Avalie os sistemas. Identifique como as informações das Duplicatas Escriturais serão incorporadas às ferramentas utilizadas pelo financeiro.

Evite informações fragmentadas. Quanto maior o volume de fornecedores, mais importante será centralizar a consulta e a gestão dos títulos.

Prepare a operação antecipadamente. Adaptar processos antes que o novo fluxo esteja incorporado à rotina reduz o risco de mudanças críticas em cima da hora.

Como centralizar a gestão das Duplicatas Escriturais?

A Líber está integrada à CERC, B3 e Núclea e permite que empresas centralizem a gestão das Duplicatas Escriturais em um único ambiente.

Para o pagador, isso significa acompanhar os títulos emitidos contra a empresa, visualizar aqueles que precisam de manifestação e reunir informações importantes para a rotina do contas a pagar.

Em vez de adicionar mais complexidade ao financeiro, a centralização permite incorporar a nova infraestrutura a um processo mais organizado de gestão.

E a adequação à Duplicata Escritural pela Líber não possui custo adicional.

Fale com nossos especialistas e entenda como preparar seu contas a pagar para a Duplicata Escritural.

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